O rombo depois do rombo; por que o brasileiro continua caindo nas mesmas promessas de investimento

Felipe Gosuen da Silveira

8/3/20261 min read

Nosso escritório publicou hoje um artigo no Estadão sobre um problema que atinge muito mais investidores do que os grandes escândalos que viram manchete.

O escândalo bancário que estourou este ano deu a falsa sensação de que o problema estava contido dentro do sistema regulado. Não está.

É a ponta visível de algo que se repete, em escala pulverizada, todos os dias em varas cíveis e escritórios de advocacia Brasil afora: "holdings de investimento", "plataformas de ativos reais" e "ecossistemas financeiros" captando poupança popular fora de qualquer autorização da CVM ou do Banco Central.

No artigo, a partir de casos reais acompanhados pelo escritório, mapeio o roteiro que se repete quase de forma didática:

→ Rentabilidade muito acima do sustentável, sem explicação de origem → Garantias que soam sólidas mas não têm liquidez real (inclusive um caso com ações de banco extinto há 15 anos) → Pagamentos em dia nos primeiros meses — a engenharia clássica de todo esquema Ponzi → Fachada institucional (patrocínio, marketing, capital social inflado) sem lastro regulatório

Nenhum desses sinais isolado prova fraude. Juntos, formam um padrão que a Justiça tem reconhecido processo após processo.

O texto termina com perguntas objetivas que qualquer pessoa pode fazer antes de assinar um contrato — não depois. Vale a leitura para quem investe ou orienta quem investe.

https://lnkd.in/d4MjkmSj

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